Com a isenção total de tributos na importação de máquinas e equipamentos, os investimentos cresceriam significativamente a ponto de elevar o PIB?

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MDIC realiza fórum sobre mobilidade elétrica em parceria com o governo alemão

19/10/2017

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) realiza, nesta quinta e sexta-feira, em São Paulo, o 1º Fórum Brasil - Alemanha de Mobilidade Elétrica. O evento é organizado pelo “Promob-e - Sistemas de Propulsão Eficiente”, projeto coordenado pelo MDIC, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

O objetivo do Fórum é apresentar o cenário nacional e as oportunidades bilaterais de negócios na área de mobilidade elétrica. O evento contará com a participação de representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), da Aneel, do BNDES e da Apex-Brasil. Do lado alemão, haverá uma apresentação da Ministra-Conselheira e Chefe da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável, da Embaixada da Alemanha, Annette Windmeisser, e de integrantes da Universidade Técnica de Aachen e da instituição “Agora – Verkehrswende”.

Na programação do evento, está agendada uma rodada de matchmaking, em que os participantes poderão trocar informações a respeito de projetos de propulsão eficiente. Na sexta, haverá uma Feira de Boas Práticas para apresentar as principais ações já implementadas no Brasil.

Eletromobilidade

Atualmente, o Brasil tem o sétimo maior mercado de veículos do mundo. São 30 fabricantes distribuídos em 67 plantas industriais, que, juntos, têm capacidade de produzir cinco milhões de veículos por ano. Apesar disso, o número de fabricantes de automóveis elétricos ainda é pequeno. Há apenas duas indústrias de ônibus elétricos no estado de São Paulo.

Como explicou Ricardo Zomer, do Departamento das Indústrias para a Mobilidade e Logística do MDIC, a partir de 2014, o governo federal tem dado sinalizações para reverter esse cenário. Além disso, alguns estados e municípios tem oferecido incentivos tributários e não tributários para promover a adoção de novas tecnologias de propulsão.

 “Dentre os principais fatores que tem levado os países ao caminho da mobilidade elétrica estão preocupações com a segurança energética, evidenciados principalmente quando ocorrem as chamadas crises do petróleo. Outros dois fatores importantes para avanço da eletromobilidade no mundo são a agenda ambiental e a questão da saúde pública: anualmente, milhões de óbitos e internações são causados por probleas decorrentes da poluição nas grandes cidades”, disse.

“Há uma série de oportunidades relacionadas à eletromobilidade no Brasil. O espaço para crescimento do emprego destas tecnologias é imenso e tem grande potencial de contribuir para melhoria da qualidade de vida das grandes cidades brasileiras”, completou.

Sobre o Promob-e

O Promob-e faz parte do acordo de cooperação técnica realizado entre o MDIC e o Ministério Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ, na sigla em alemão), por meio da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).

O projeto de cooperação tem o objetivo de auxiliar o governo brasileiro na formulação de políticas públicas que estimulem a adoção de sistemas de propulsão mais eficientes. A parceria com a Alemanha teve início em janeiro deste ano e tem duração prevista até 2020.

Em quatro anos, o governo alemão deve dispender 5 milhões de euros para realizar seminários, oficinas e visitas técnicas que ajudem a mapear o atual cenário brasileiro no que se refere à eletromobilidade. Ao final, a expectativa é que as atividades do projeto auxiliem o Brasil na formulação de políticas públicas para o desenvolvimento da mobilidade elétrica no país. 

O comitê gestor do Promob-e é composto por ANEEL, BNDES e pelos ministérios das Cidades (MC), Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Minas e Energia (MME)



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