Com a isenção total de tributos na importação de máquinas e equipamentos, os investimentos cresceriam significativamente a ponto de elevar o PIB?

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MDIC conhece estratégia de correio alemão para zerar emissões de carbono

14/09/2017

Zero emissão de gases poluentes até 2050. Esta é a proposta de trabalho da empresa alemã de serviços postais, DHL, que foi apresentada ao secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do MDIC, Igor Calvet, nesta quinta-feira.

Para Calvet, a estratégia do serviço de correio alemão reforça a importância do debate sobre veículos com novos sistemas de propulsão. “O Rota 2030 prevê estímulos às empresas que se comprometam, entre outros aspectos, com o desenvolvimento de tecnologias eficientes e sustentáveis. É interessante notar como, na prática, a adoção de uma frota veículos elétricos tem um impacto econômico e ambiental tão positivo”, disse.

Como explicou Björn Hannapel, chefe do setor de Responsabilidade e Padrões da DHL, ter emissão zero é uma meta ambiciosa.  A DHL tem 92 mil veículos. Atualmente, a empresa emite 30 mil toneladas de carbono por ano em suas entregas. “Para zerar nossas emissões, temos que investir em tecnologia, treinar nossa equipe e envolver nossos clientes nessa ideia. Também contamos com as inovações da indústria no setor de propulsão eficiente”, disse.

Em agenda de trabalho na Alemanha, o secretário conheceu o “Streetscooter”, empresa comprada pela DHL para construir furgões elétricos e renovar sua frota. Atualmente, a companhia de correios tem 3.400 veículos elétricos. A expectativa é que, até o final do ano, cinco mil automóveis deste tipo estejam em circulação na Alemanha.

Ônibus elétricos

A comitiva do MDIC teve também reunião sobre ônibus elétricos com a empresa de transporte público Stadwerke Bonn. O grupo conheceu a tecnologia e o sistema de recarga dos veículos elétricos.

No começo de 2016, a empresa lançou seis ônibus elétricos com o apoio da União Europeia.  Os veículos têm autonomia de mais de 200 quilômetros e são recarregados de noite.

Barbara Nick, chefe de estratégia de Desenvolvimento Corporativo da SWB, explicou que a empresa pretende expandir a frota. “Estamos nos preparando para comprar cinco ônibus articulados. Queremos criar uma infraestrutura de recarga para 210 veículos”, disse.

Veículos elétricos

Por emitirem menos gases poluentes na atmosfera, os veículos que utilizam motores elétricos para propulsão desempenham papel importante para descarbonizar o setor de transporte. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), mais de um milhão de veículos elétricos se encontravam em uso em 2015.

O mercado ainda está fundamentalmente concentrado na Europa: a Noruega tem 23% de participação desse total; a Holanda, 10%; e em outros 4 países do continente têm mais de 1% de participação (Suécia, Dinamarca, França e Reino Unido).

O Brasil está atualmente entre os dez principais produtores de automóveis no mundo. A atual capacidade produtiva do país é 5 milhões de veículos por ano. A expectativa é que, em 2017, 30% da produção nacional seja voltada pra exportação.

“É importante que nossa indústria esteja atenta às tendências mundiais. A produção de veículos elétricos é, certamente, algo que vai crescer muito nos próximos anos”, avalia Igor Calvet.

Agenda

Amanhã a comitiva do governo brasileiro visitará a sede de uma startup de mobilidade elétrica em Aachen. No dia seguinte (16), o secretário Igor Calvet visitará o Salão do Automóvel de Frankfurt. O evento, promovido pela Associação da Indústria Automóvel Alemã (VDA), é considerado uma das maiores exposições do setor do mundo. No domingo, representantes do MDIC se reunem com lideranças da indústria automotiva alemã.

A agenda oficial na Alemanha encerra na segunda-feira (18). Um representante do Departamento das Indústrias para Mobilidade e Logísticas do MDIC se encontrará com membros da Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (NPE), conselho multistakeholder do governo alemão que recomenda ações e políticas para a indústria relacionadas à eletromobilidade. Em seguida, haverá encontro com o Ministério Alemão para Economia e Energia (BMWi). Na pauta, políticas para o desenvolvimento da mobilidade elétrica.

Além de representante do MDIC, a comitiva brasileira é formada por integrantes dos ministérios de Minas e Energia (MME) e das Ciências, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

A visita técnica é promovida pelo Promob-e - Sistemas de Propulsão Eficiente, executado pelo MDIC. A iniciativa faz parte do acordo de cooperação técnica realizado em parceria com o Ministério Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ, na sigla em alemão), por meio da Agência de Cooperação Internacional (GIZ).

O projeto de cooperação tem o objetivo de auxiliar o governo brasileiro na formulação de políticas públicas que estimulem a adoção de sistemas de propulsão mais eficientes. A parceria com a Alemanha teve início em janeiro deste ano e tem duração prevista até 2020.

Em quatro anos, o governo alemão deve dispender 5 milhões de euros para realizar seminários, oficinas e visitas técnicas que ajudem a mapear o atual cenário brasileiro no que se refere à eletromobilidade. Ao final, a expectativa é que seja possível identificar atores, gargalos e oportunidades inseridas neste setor.

O comitê gestor do Promob-e é composto por ANEEL, BNDES e pelos ministérios das Cidades (MC), Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e Minas e Energia (MME).



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