Com a isenção total de tributos na importação de máquinas e equipamentos, os investimentos cresceriam significativamente a ponto de elevar o PIB?

 SIM
 NÃO

 
 

Marcos Pereira lança programa para incentivar exportações da região amazônica

11/05/2017

O Amapá passa a integrar, a partir desta quinta-feira, o Plano Nacional da Cultura Exportadora. O evento de lançamento aconteceu no Palácio Setentrião, sede do governo local, e contou com a participação do ministro Marcos Pereira, do governador do estado, Waldez Góes, e de empresários e autoridades locais.

“As empresas do Amapá vão receber consultoria e treinamento para ingressar no comércio exterior”, disse o ministro no lançamento do PNCE. No primeiro semestre deste ano, o MDIC realizará o treinamento para empresas de pequeno porte no Amapá. O objetivo do curso é proporcionar aos empresários e seus funcionários os conhecimentos necessários para exportar seus produtos. No segundo semestre, haverá um Curso Básico de Comércio Exterior.

Em 2016, o PNCE foi lançado em 20 unidades da federação, com o apoio de 144 instituições parceiras nacionais e estaduais, atendendo dez mil empresas. As ações desenvolvidas no âmbito do PNCE contribuíram para que 4.735 empresas exportassem pela primeira vez no ano passado.

Incentivo à Cultura Exportadora

Lançado em agosto de 2015, o PNCE tem o objetivo de aumentar o número de empresas que operam no comércio exterior, elevando as exportações de produtos dos estados brasileiros. As empresas que integram o programa contam com ferramentas de treinamento, capacitação, consultoria para adequação de produtos e identificação de mercados.

O Plano é desenvolvido em cinco etapas: sensibilização, inteligência comercial, adequação de produtos e processos, promoção comercial e comercialização. Ao longo dos treinamentos, há três temas transversais apresentados aos empresários: financiamento, qualificação e gestão.

Em Macapá, 21º estado a receber a nova metodologia do PNCE, o programa visa aumentar a base exportadora de seis setores estratégicos do Estado: mineração, madeira, móveis, soja, frutas e produtos de origem vegetal.

O Comitê Gestor do PNCE no Estado, responsável por monitorar o desempenho das ações executadas no âmbito do Plano junto às empresas do estado, é atualmente composto por representantes, do Governo do Estado do Amapá, Federação das Indústrias do Estado do Amapá (FIEAP), SEBRAE, Correios, Banco do Brasil, SUFRAMA, Secretaria da Receita Federal e Receita Estadual.

Cronograma de ações do PNCE

Em março, o ministro Marcos Pereira lançou o cronograma de ações do Plano Nacional da Cultura Exportadora (PNCE). Além das ações de capacitação de empresas, em 2017, o PNCE prevê a integração entre política industrial e política de apoio às exportações, realizada a partir da convergência entre o PNCE e o Brasil Mais Produtivo.

Uma das entregas previstas para este ano é o lançamento do Portal PNCE. Trata-se de uma plataforma pública do Sistema PNCE que irá divulgar casos de sucesso, a programação de atividades nos estados e irá aprimorar a comunicação e troca de informações entre os Comitês Estaduais do PNCE. As empresas poderão se cadastrar no programa e receber atendimento personalizado de dúvidas.

Também foi firmado o início de parcerias do MDIC com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), para promover maior participação de empresas no comércio internacional, especialmente as de pequeno e médio porte. As duas entidades adotarão ações para convergência entre o PNCE e a ConnectAmericas.com, plataforma virtual de negócios internacionais de empresas da região da América Latina e Caribe, com 80.000 usuários de mais de 190 países. Em seus primeiros dois anos de operação, mais de US$ 152 milhões em negócios foram fechados.

Ainda em 2017, as empresas atendidas pelo PNCE contarão com um instrumento adicional de apoio. Por meio de uma parceria entre MDIC e Confederação Nacional da Indústria (CNI), as empresas poderão fazer parte do Rota Global, programa desenvolvido pela CNI em parceria com a União Industrial Argentina (UIA) e o Parque Tecnológico de Extremadura na Espanha (Fundecyt-Pctex). A iniciativa ajudará 500 indústrias a começar a exportar e terá R$ 1,2 milhão em recursos.

Intercâmbio Comercial do Amapá

Em 2016, as exportações amapaenses cresceram 5,6% em relação ao ano anterior, passando de US$ 250 milhões para US$ 264 milhões. O Amapá foi o 21º estado exportador brasileiro e, na região Norte, o 5º maior exportador.

A pauta de exportações do Amapá foi composta por 4,3% de produtos básicos, 89,7% de semimanufaturados e 6% de produtos manufaturados. No rol de produtos exportados estão ouro em formas semimanufaturadas (67,9%); madeira em estilhas (19%); soja em grãos (4%); sucos de frutas (0,6%); e armações e cabos de ferramentas de madeira (0,1%).

Os principais destinos da exportação do Estado são Reino Unido (US$ 85 milhões); Estados Unidos (US$ 51 milhões); Japão (US$ 27 mi); Canadá (US$ 26 mi); Emirados Árabes Unidos (US$ 21 mi); Suíça (US$ 17 mi); Portugal (US$ 16 mi); Hong Kong (US$ 11 mi); França (US$ 5 mi); e China (US$ 3 mi). Nesse mesmo período, as importações do estado somaram US$ 24 milhões, situando o Estado como 25º importador brasileiro. 

Assessoria de Comunicação Social do MDIC



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