Com a isenção total de tributos na importação de máquinas e equipamentos, os investimentos cresceriam significativamente a ponto de elevar o PIB?

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Brasil e Estados Unidos discutem ampliação de comércio e investimentos

11/11/2014

Com o objetivo de aperfeiçoar o ambiente de negócios, ampliar as trocas comerciais e incentivar a atração de investimentos estrangeiros, o secretário-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, participou, nesta terça-feira, de uma reunião com integrantes do Conselho Empresarial Brasil-EUA (Cebeu).

Na abertura do encontro, Schaefer disse que o governo brasileiro está empenhado em ampliar as relações bilaterais. “Os EUA foram um grande parceiro no processo de industrialização do Brasil nas últimas décadas e continuam sendo um grande comprador de produtos manufaturados brasileiros. O objetivo do governo federal é criar mecanismos para intensificar e facilitar estas trocas comerciais”, explicou.

Representantes de trinta e duas empresas integraram a delegação norte-americana, chefiada por Hélio Magalhães, presidente do Conselho de Administração da Câmara Americana de Comércio (Amcham). Entre os assuntos discutidos, estavam a facilitação de comércio de bens e serviços, acordos de parceria econômica bilateral, serviço de remessas expressas e coerência regulatória.

Durante a reunião, Schaefer também destacou características do mercado brasileiro que estimulam investimentos estrangeiros. “Tivemos uma expansão da classe média que agora se traduz em um mercado consumidor em amadurecimento, com consumo crescente e aumento de demanda por bens e serviços de maior valor agregado. Estima-se que em 2020 o Brasil será o quinto maior mercado consumidor do mundo, atrás apenas de EUA, China, Japão e Alemanha. Além disso, as oportunidades de investimentos em infraestrutura vão alavancar o crescimento do país nos próximos anos”, destacou.

Os Estados Unidos são hoje o país com o maior estoque tanto de entrada quanto de saída de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no mundo, e, de acordo com dados do Banco Central, continuam a ser o país com maior volume de investimentos no Brasil, no valor de US$ 125,4 bilhões (2012).

Exportações

Nos dez primeiros meses de 2014, houve aumento de 7,8% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, que passaram de US$ 20,8 bilhões para US$ 22,4 bilhões. Foi a maior taxa de expansão verificada entre os principais mercados de destino do Brasil, no período.

O bom desempenho das vendas brasileiras ao mercado norte-americano, no acumulado de janeiro a outubro, elevou a participação dos EUA para 11,7% no total das vendas brasileiras, que é a maior representatividade daquele país desde 2009.
 
Os bens industrializados representaram, no período, 70,5% da pauta de exportações brasileiras para os EUA. Houve aumento nas vendas de produtos manufaturados (3,4%) e semimanufaturados (15,8%).

Entre os principais produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos estão: petróleo em bruto, semimanufaturados de ferro ou aço, aviões, café em grãos, celulose, obras de mármore e granito, ferro fundido, soja em grão, hidrocarbonetos, motores e geradores elétricos, máquinas para terraplanagem e etanol.



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