Com a isenção total de tributos na importação de máquinas e equipamentos, os investimentos cresceriam significativamente a ponto de elevar o PIB?

 SIM
 NÃO

 
 

Brasil e China discutem parcerias nos setores industrial e de tecnologia da informação

14/07/2014

Foi realizada nesta sexta-feira (11/7),  na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a quarta reunião da Subcomissão de Indústria e Tecnologia da Informação da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban). No evento, foram apresentadas propostas de cooperação entre os dois países nos setores industrial e de tecnologia da informação. Compareceram à reunião autoridades de governo e representantes de indústrias dos dois países.

O secretário-executivo do MDIC, Ricardo Schaefer, ao presidir a reunião, destacou que havia 57 empresas brasileiras instaladas na China no ano passado, com atuação em diversas áreas, mas que ainda falta investir em setores estratégicos, como energias renováveis, máquinas avançadas e tecnologias da informação e comunicação. O secretário informou, ainda, que é intenção do MDIC favorecer esta atuação em novas frentes.

Atualmente, a China é o maior parceiro comercial do Brasil e possui investimentos voltados às áreas de energia, infraestrutura, telecomunicações, setor automotivo, bens de capital e eletroeletrônicos. O Brasil pretende atrair investimentos chineses nas áreas de energia eólica e solar e cooperar no desenvolvimento de soluções tecnológicas para Internet das Coisas, (conceito que integra pessoas e objetos com a utilização de sensores wireless e de nanotecnologia).


De acordo com o Diretor de Competitividade Industrial do MDIC, Alexandre Comin, nos últimos anos, o Brasil avançou muito na utilização da energia eólica, mas é preciso priorizar a produção dos equipamentos dessa tecnologia no Brasil. Ele disse que o sistema de crédito está sendo expandido e que estão sendo formuladas medidas para o desenvolvimento de uma cadeia local de suprimento da demanda de máquinas para a produção de energia eólica. Ele afirmou também que o país trabalha na redução do custo da energia solar para tornar nossa matriz energética cada vez mais limpa. O vice-ministro chinês de Indústria e Tecnologia da Informação, Su Bo, explicou que a China vê como prioritário o aumento do uso de energias verdes no país.

O setor automotivo também foi um dos assuntos da reunião.  A coordenadora geral de Máquinas Agrícolas e Rodoviárias do MDIC, Margarete Gandini, explicou a política industrial voltada ao setor automotivo e as oportunidades de negócios  que montadoras chinesas podem ter no Brasil. Segundo ela, o Brasil pode ser considerado porta de entrada para o  mercado latino americano, pois dá condições para que se tenha uma escala com competitividade para a entrada em outros países.

Os dois vice-ministros acordaram a criação de grupos de trabalho para discutir temas da indústria eletrônica e semicondutores, equipamentos pesados e automóveis. A próxima reunião da Subcomissão de Indústria e Tecnologia da Informação da Cosban será realizada na China, em 2015.


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