Com a isenção total de tributos na importação de máquinas e equipamentos, os investimentos cresceriam significativamente a ponto de elevar o PIB?

 SIM
 NÃO

 
 

Mauro Borges afirma que governo está atento aos desafios que o câmbio impõe à indústria

09/04/2014

 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, disse ontem que o governo está atento às dificuldades que a indústria química enfrenta com a atual volatilidade cambial, mas que trabalha para eliminar os fatores de perda de competitividade do setor. “Há várias iniciativas em andamento, como a extensão do fornecimento de gás natural e a redução dos custos da energia elétrica”, afirmou. Ele participou ontem à noite , no Clube de Engenharia de Brasília, de um evento promovido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), em comemoração aos 50 anos de fundação da entidade.

Segundo o ministro, a valorização do real diante do dólar tem vários efeitos sobre a indústria, sendo que o primeiro é o encarecimento dos produtos brasileiros no mercado exterior. “É preciso se concentrar mais em outros fatores que levam à perda da competividade”, acrescentou o ministro, lembrando que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está concluindo um estudo sobre este tema.

Ele disse ainda que nos Conselhos de Competitividade do Programa Brasil Maior, governo e entidades de classe têm discutido os problemas setoriais, entre eles, a redução da carga tributária, onde já houve avanços com a desoneração do PIS/Cofins. Outro ponto abordado foi sobre os esforços do governo para a atração de investimentos para a indústria de matérias primas para fertilizantes. A balança comercial de produtos químicos teve déficit de US$ 32 bilhões em 2013 e o grupo de fertilizantes foi o que mais contribuiu para o resultado, com saldo negativo de US$ 8,16 bilhões.

O Brasil ocupa o sexto lugar no ranking mundial da indústria química, atrás apenas dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França. No ano passado, a indústria química faturou US$ 162 bilhões. A indústria química tem um papel relevante  no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), pela amplitude das suas atividades. A partir do refino de matérias primas, como o petróleo e fontes minerais, a indústria produz bens intermediários e insumos que, na terceira geração, se transformam em produtos finais usados numa infinidade de atividades. Entre elas, as indústrias de fertilizantes, plásticos, automotiva, de tintas e vernizes, de medicamentos, naval, têxtil, e  de equipamentos na exploração de óleo e gás.

O ministro observou que acompanha o desempenho do setor químico desde quando assumiu a presidência da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), gestora do Programa Brasil Maior. O presidente executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo, lembrou a história da indústria química no Brasil, que teve início com a construção da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), a primeira unidade de refino do país, e destacou os avanços do segmento, até agora.



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